The Invisible Man

A mais recente adaptação de The Invisible Man, o clássico de ficção científica e terror de H. G. Wells, teve uma breve, mas bem sucedida passagem pelos cinemas, mas a pandemia de coronavírus que grassa pelo mundo fez com que a Universal Pictures tivesse de encontrar alternativas para vender o seu produto. E foi assim que acabei a ver The Invisible Man no conforto do lar. Continue reading “The Invisible Man”

Stranger Things – Season 3

Em 2016, a Netflix descobriu que tinha ouro nas suas mãos quando lançou Stranger Things, uma série que capitalizava as suas forças numa estética fiel aos anos 80 (algo muito em voga na altura em que se comemoram quase trinta anos sobre o fim dessa década formativa na infância e adolescência de muitos, eu incluído) e num enredo em tudo similar a obras de autores como as de Stephen King, Steven Spielberg e John Carpenter. Mas o maior segredo revelado com Stranger Things foi a performance que lançou a jovem (tinha apenas 11 anos quando a série foi rodada) Millie Bobby Brown para o estrelato (ou assim se espera) e ressuscitou a carreira de Winona Ryder, para além da revelação tardia do talento de David Harbour, isto aliado a um elenco juvenil talentoso e um suspense muito bem gerido ao longo da temporada, que se devorou rapidamente. Seguiu-se uma temporada claramente mais fraca e os criadores queixaram-se de ter feito tudo em cima do joelho. Continue reading “Stranger Things – Season 3”

Glass

M. Night Shyamalan ressuscitou a sua carreira com Split, mas seria capaz de manter as vibrações positivas com Glass? Seria sólida a ligação obrigatória entre um filme com cerca de dois anos como Split e um filme que já leva dezanove como Unbreakable, de modo a formar uma trilogia coesa, depois do intrigante final de Split em que surgia David Dunn? Intitulando o filme como Glass, era óbvio que o Elijah Price de Samuel L. Jackson (também conhecido por Mr. Glass) iria aparecer, mas será que teria a atenção que um filme usando o seu nome mereceria ou, pelo contrário, seria menos usado que os seus dois parceiros de cena? Muitas questões em aberto. Se tinha gostado bastante de Unbreakable, um dos clássicos da melhor fase do realizador, apenas tinha gostado moderadamente de Split e muito desse gosto pelo filme devia-se à excelente performance de James McAvoy no papel de Kevin Wendell Crumb e das suas mais de duas dezenas de personalidades diferentes. Que Kevin teríamos em Glass? Continue reading “Glass”

Sharp Objects

Doze anos após a sua publicação eis que Sharp Objects, romance de estreia de Gillian Flynn, é adaptado à televisão. A autora que ganhou notoriedade com o seu terceiro livro, Gone Girl (e com a adaptação ao cinema do mesmo), aliava-se ao canadiano Jean-Marc Vallée e a Marti Noxon (criadora da série), bem como à produtora Blumhouse para verter as mais de duzentas páginas da sua obra nos oito episódios da série. Eu, como fã assumido de Flynn e das suas personagens deliciosamente retorcidas, não poderia deixar escapar esta série, que ainda por cima estaria nas mãos competentes de Vallée (Big Little Lies) como realizador de todos os episódios, alguns dos quais teriam argumento da própria Flynn. O material original tinha o potencial para enorme controvérsia, teria a série a valentia necessária para passar isso ao pequeno ecrã? Continue reading “Sharp Objects”

Mission: Impossible – Fallout

Quando o primeiro filme de Mission: Impossible saiu para os cinemas em 1996 (adaptando a famosa série dos anos 60), poucos imaginariam que mais cinco filmes veriam a luz do dia ao longo de mais de duas décadas, mantendo o mesmo protagonista em Tom Cruise (no papel de Ethan Hunt) e com popularidade crescente tanto a nível crítico como de espectadores (se abrirmos uma excepção para o passo em falso que foi o filme de John Woo que serviu de sequela ao original de Brian De Palma), passando a ser no presente o maior rival para a franchise James Bond (já que os filmes de Jason Bourne têm estado em queda recente) na área dos filmes de acção e espionagem. É cavalgando a onda positiva que foi Mission: Impossible – Rogue Nation (em minha opinião o melhor de todos os filmes da franchise) que nos chega assim Mission: Impossible – Fallout, que é uma sequela perfeita para Rogue Nation em vários aspectos, nomeadamente o facto de o enredo começar onde o de Rogue Nation acaba, mantendo a maioria do elenco em ambos os filmes, bem como o mesmo realizador e argumentista em Christopher McQuarrie. Continue reading “Mission: Impossible – Fallout”

A Quiet Place

Marcando a estreia do actor John Krasinski como realizador, A Quiet Place era um dos filmes de terror/thrillers mais aguardados de 2018. Tal como no caso do filme de terror sensação de 2017 (Get Out de Jordan Peele), recaía mais uma vez nas mãos de um estreante vindo principalmente do mundo da comédia a tarefa de realizar um filme de um género totalmente oposto ao que lhe deu fama. Correria tão bem a Krasinski como a Peele? Continue reading “A Quiet Place”

Whiplash (2014)

Em Fevereiro deste ano, Damien Chazelle consagrou-se, recebendo o Oscar de melhor realizador por La La Land. Mas o jovem autor já tinha captado as atenções dos cinéfilos em Janeiro de 2014, no seu 29º aniversário, com o lançamento de Whiplash no festival de Sundance, tendo honras de ser o filme de abertura. Um sucesso crítico desde o início, Whiplash foi adaptado a partir de uma curta metragem homónima de Chazelle que tinha visto a luz do dia no festival de Sundance de 2013. Com apenas 18 minutos, o filme já contava com J.K. Simmons no papel icónico de Terence Fletcher, e ganharia o prémio do júri para curtas, atraindo investidores para uma versão longa do filme. Continue reading “Whiplash (2014)”