1917

1917 é o mais recente filme de Sam Mendes e considerado um dos mais fortes candidatos ao triunfo nos Oscars dentro de menos de um mês. Baseado em histórias contadas pelo avô de Mendes, que foi um mensageiro do exército britânico na Primeira Grande Guerra, 1917 prometia muito, em especial com o genial Roger Deakins como responsável pela fotografia do filme. E os prémios que foi acumulando, bem como os elogios generalizados da crítica faziam abrir o apetite. Foi com alguma antecipação que fui ao cinema ver 1917, portanto. Seria correspondida ou sairia desiludido? Continue reading “1917”

Blade Runner 2049

Blade Runner é um dos meus filmes favoritos de todos os tempos. Desde muito jovem, sempre tive um grande fascínio pela ficção científica e o filme neo-noir de Ridley Scott foi, a par de 2001: A Space Odyssey de Kubrick e também de Alien (também de Scott), um dos filmes que mais influenciou o meu gosto pelo género desde tenra idade. A minha paixão por mundos distópicos e pela estética cyberpunk também tem origem neste filme seminal. E eis que ao fim de 35 anos temos uma sequela muito aguardada por mim. E que melhores mãos para a sequela que as do talentoso realizador canadiano Denis Villeneuve, que já tinha deixado os seus créditos na área da ficção científica bem à vista em Arrival (sendo que o seu filme favorito é, tal como no meu caso, 2001: A Space Odyssey). Prisoners, Incendies e Enemy também são filmes que considero brilhantes. Era por isso com bons olhos que antecipava a sequela, ao contrário de muitos pessimistas que temiam que o novo filme desonrasse o original. A juntar a isto, a recepção crítica tinha sido francamente positiva, portanto era com elevadas expectativas que partia para ver Blade Runner 2049. Será que Villeneuve me iria desapontar pela primeira vez? Continue reading “Blade Runner 2049”