1917

1917 é o mais recente filme de Sam Mendes e considerado um dos mais fortes candidatos ao triunfo nos Oscars dentro de menos de um mês. Baseado em histórias contadas pelo avô de Mendes, que foi um mensageiro do exército britânico na Primeira Grande Guerra, 1917 prometia muito, em especial com o genial Roger Deakins como responsável pela fotografia do filme. E os prémios que foi acumulando, bem como os elogios generalizados da crítica faziam abrir o apetite. Foi com alguma antecipação que fui ao cinema ver 1917, portanto. Seria correspondida ou sairia desiludido? Continue reading “1917”

Melhores Filmes de 2019 – Top 10

O top 10 que se segue tem em conta os seguintes factores:
– tal como habitual, estão excluídos do meu top filmes que estrearam em Portugal em 2019, mas nos Estados Unidos em 2018, o que deixa de fora da lista filmes que vi no início do ano, excluindo por exemplo Green Book e The Favourite, que teriam boas chances de entrar no top;
– vi 22 filmes este ano, menos um do que no ano passado, mas infelizmente como consequência do ponto anterior ficam fora da lista filmes que só terão estreia por terras lusas em 2020, muito em especial um filme que aguardo com alguma antecipação, 1917 de Sam Mendes e dois filmes que não têm sequer estreia prevista, Parasite e The Lighthouse… tempos difíceis este ano;
– se acharem que um filme foi muito bom, mas não está no top, provavelmente não o vi (ou não o achei tão bom como vocês);
– a ordem pela qual os filmes se encontram e os filmes que estão na lista são da minha exclusiva responsabilidade e reflectem apenas e só a minha opinião (são livres de ter opinião diferente, desde que mantenham o respeito);
– anexado a cada filme neste top vou meter um link para a respectiva review. Continue reading “Melhores Filmes de 2019 – Top 10”

Marriage Story

Que ano para a Netflix, que apresenta três fortes candidatos a melhor filme do ano, com The Irishman, The Two Popes e com este Marriage Story, já depois de um excelente 2018 com Roma. O poder da plataforma digital aumenta a cada ano que passa, arrastando para debaixo da sua asa nomes cada vez maiores, tanto a nível de direcção como de actores. Mas será que depois de uma derrota algo inesperada nos Oscars para Roma, é este ano que temos vencedor para a Netflix, mostrando que o cinema tradicional está, a pouco e pouco, a perder terreno para as novas tecnologias? Do leque de três filmes que já reinam sobre as nomeações aos Globos de Ouro, Marriage Story parece ser o menino mais bonito para a crítica, com superlativos elogios aos actores, argumento e direcção. Estaria eu de acordo com a maioria das opiniões ou seria Marriage Story apenas um filme mais louvado do que merece e sem nada de novo a acrescentar? Continue reading “Marriage Story”

The Irishman

Treze anos após The Departed, aquele que é considerado por muitos como um dos maiores génios da história do cinema norte-americano moderno está de regresso aos filmes sobre o submundo mafioso. O novo de filme de Martin Scorsese, The Irishman, é um antigo projecto que foi adiado incontáveis vezes, até que finalmente Scorsese decidiu que tinha ao seu dispor a tecnologia necessária para usar sempre os mesmos actores, sem nunca precisar de colocar um actor mais jovem a interpretar o papel. E que melhor elenco poderia ter Scorsese. Ao inevitável Robert De Niro no papel de protagonista, juntavam-se Al Pacino (incrivelmente a ser dirigido pela primeira vez por Scorsese, quase aos 80 anos) e um velho conhecido de clássicos como Goodfellas e Casino, o inconfundível Joe Pesci, que voltou ao activo após longo interregno para não perder a chance de trabalhar novamente com Scorsese. Continue reading “The Irishman”

Joker

Quando anunciaram um novo Joker, o meu primeiro pensamento foi um óbvio “MAIS UM?”. Pior ainda, estaria nas mãos de Todd Phillips… Sim, o realizador da trilogia The Hangover, entre muitas outras comédias. Uma nota positiva, no entanto, era a notícia de que seria o talentoso Joaquin Phoenix a interpretar o antagonista de Batman. Apesar deste pró e deste contra, a versão de Joaquin Phoenix seria a terceira a ser oferecida pela DC e Warner Bros. em pouco mais de uma década, mas superaria a aclamada versão de Heath Ledger que lhe granjearia um Oscar póstumo? Continue reading “Joker”

Midsommar

Num regresso bastante rápido após o sucesso surpresa que teve em 2018 com Hereditary, o promissor Ari Aster regressa com Midsommar. Estaria a sua segunda longa-metragem à altura da primeira, que eu apreciei bastante, ou seria um passo em falso para Aster? Os trailers transmitiam um misto de estranheza e beleza, mas nada de alarmantemente assustador… Assim foi com curiosidade (e expectativa), que me dirigi ao cinema mais próximo para ver um filme que já aguardava para ver há uns meses (enorme desfasamento em relação aos cinemas norte-americanos). Continue reading “Midsommar”