Spider-Man: Far From Home

Na sequência dos acontecimentos marcantes de Avengers: Endgame, o filme mais lucrativo da história, era preciso fechar com chave de ouro a terceira fase do Marvel Cinematic Universe. E quem mais poderia ter as honras desse epílogo que não o herói mais rentável e popular da Marvel, Spider-Man? Homecoming tinha sido extremamente bem recebido em 2017 e tinha no The Vulture de Michael Keaton um dos melhores vilões de todo o universo cinemático da Marvel… estaria a sua sequela, intitulada Far From Home, à altura? Continue reading “Spider-Man: Far From Home”

Avengers: Endgame

Onze anos. Vinte e dois filmes. Avengers: Endgame marca o final de uma longa e ambiciosa aventura que prendeu milhões de espectadores aos ecrãs durante uma boa parte da sua vida. Sucedendo ao extremamente bem recebido Avengers: Infinity War, o que teria Endgame para oferecer de novo. Os trailers muito vagos mantinham a expectativa acerca do enredo, mas o sucesso do filme, pelo menos a nível comercial, estaria sempre garantido, mesmo que nem houvesse trailers, dado o tamanho da legião de seguidores do Marvel Cinematic Universe, mas seria a conclusão perfeita para a saga das Infinity Stones? Seria a despedida para algumas das personagens mais amadas da última década? Conseguiriam uma vez mais os irmãos Russo ter mãos num elenco tão alargado e num filme que excederia as três horas, sendo por uma boa margem o mais longo filme baseado em comics até à data? Eu, pessoalmente, mal podia aguardar para saber as respostas a estas dúvidas. Continue reading “Avengers: Endgame”

Captain Marvel

O filme mais controverso da história do Marvel Cinematic Universe está nas salas de cinema. Com uma campanha dupla e polarizante de pessoas que querem que o filme falhe a todo o custo (por motivos vários, mas quase todos ligados à personagem principal, à actriz Brie Larson e ao feminismo) e uma em sentido oposto que quer que o filme tenha todo o sucesso possível, eis que nos chega Captain Marvel, o vigésimo-primeiro filme do MCU, e o último a ser lançado antes do filme que fecha a fase 3 e provavelmente irá remodelar de um modo definitivo este universo cinemático, Avengers: Endgame. Curiosamente, ou não, não me encontro em nenhum dos exércitos que já mencionei e não tenho nenhuma agenda escondida ao fazer a avaliação a este filme, como sempre o que quero ver é bom cinema e até agora considero que mesmo os mais fracos filmes do MCU são acima da média, apesar de muitos seguirem a mesma fórmula, em especial os mais antigos. Como seria que Captain Marvel se encaixaria no meio dos outros vinte filmes? Estaria mais próximo do topo ou do fundo da pilha? Continue reading “Captain Marvel”

Ant-Man and The Wasp

Em 2015, Ant-Man foi um moderado sucesso crítico e de bilheteira para o Marvel Cinematic Universe. Um misto de comédia e heist movie, Ant-Man foi encaixado imediatamente após Avengers: Age of Ultron, uma opção por um filme mais leve e barato após um blockbuster como qualquer Avengers tem sido que acabou por ser rentável. Com uma história simples, mas fácil de seguir e com um protagonista em Scott Lang, interpretado pelo comediante Paul Rudd com surpreendente qualidade nas cenas de acção, interessante na sua duplicidade entre ser assaltante e querer mudar de vida pela sua filha, Ant-Man resultou com praticamente todos os públicos, mesmo tendo um vilão genérico, salientando-se as cenas que envolviam as inevitáveis mudanças de tamanho (como por exemplo uma luta numa pasta e outra num comboio de brincar) e, como já referido, o humor, em especial uma cena incrível com Michael Peña em que ele conta uma história de um modo muito particular. Continue reading “Ant-Man and The Wasp”

Avengers: Infinity War

Chegamos ao início do fim de um dos mais ambiciosos projectos cinematográficos da história. Após dezoito filmes em dez anos, eis que nos chega Avengers: Infinity War, um dos filmes mais aguardados da história, opondo num campo todos os heróis que nos foram sendo apresentados na última década e no outro o mais poderoso vilão do universo Marvel, o titã louco Thanos, numa adaptação da primeira parte da famosa trilogia do infinito (que tenho em minha posse desde que foi lançada inicialmente em Portugal), igualmente intitulada Infinity War. A ambição também está bem ilustrada no portentoso orçamento estimado em aproximadamente quatrocentos milhões de dólares, que torna Infinity War um dos filmes mais caros da história. O trabalho hercúleo foi deixado nas mãos hábeis dos irmãos Russo, responsáveis pelos muito elogiados Captain America: The Winter Soldier e Captain America: Civil War, mas a tarefa dantesca corria o risco de colapsar debaixo do peso de um elenco mastodôntico de mais de quarenta actores, muitos dos quais estrelas do cinema. Será que os Russo teriam mãos para gerir tantas vedetas e ainda ter tempo para fazer de Thanos um vilão condigno do seu homólogo nos comics? Continue reading “Avengers: Infinity War”

Black Panther

O décimo-oitavo filme do Marvel Cinematic Universe chegou às salas de cinema. Dirigido pelo jovem e prometedor Ryan Coogler (Fruitvale Station, Creed), Black Panther traz-nos a primeira aventura a solo de T’Challa, que nos foi introduzido em Captain America: Civil War, como um misto de Wolverine e Batman, num arco dominado pela revolta e sentimento de vingança devido ao assassinato do seu pai. Aclamado criticamente e um dos mais explosivos sucessos de bilheteira dos últimos anos, Black Panther prometia fazer pelos negros aquilo que Wonder Woman tinha feito pelo género feminino, fornecer força a ambos, reduzindo a descriminação de que são alvo, mesmo metaforicamente a nível da indústria do cinema. Continue reading “Black Panther”

Thor: Ragnarok

E é chegada a altura de rever o último filme do Marvel Cinematic Universe de 2017, Thor: Ragnarok, o terceiro filme com Thor como protagonista. Tanto Thor como Thor: The Dark World foram recebidos modestamente, especialmente a sequela, ficando bem longe dos filmes que são considerados como os melhores do MCU. A Marvel chegou à conclusão que era necessária uma revolução. E quem melhor para a levar a cabo que o excêntrico realizador neozelandês Taika Waititi, celebrizado por filmes como What We Do in the Shadows e Hunt for the Wilderpeople, onde a comédia (em especial no primeiro destes filmes) e originalidade dos argumentos são o prato forte. Depois de uns trailers prometedores que mostravam amplamente a imagem renovada de Thor no MCU e de uma recepção crítica muito positiva, foi com interesse que me desloquei ao cinema. Será que tanta mudança afectaria o filme de uma forma positiva ou negativa? Até que ponto usar comédia se pode tornar excessivo, em detrimento do drama que alguns momentos requerem? Continue reading “Thor: Ragnarok”