The Invisible Man

A mais recente adaptação de The Invisible Man, o clássico de ficção científica e terror de H. G. Wells, teve uma breve, mas bem sucedida passagem pelos cinemas, mas a pandemia de coronavírus que grassa pelo mundo fez com que a Universal Pictures tivesse de encontrar alternativas para vender o seu produto. E foi assim que acabei a ver The Invisible Man no conforto do lar. Continue reading “The Invisible Man”

The Gentlemen

O mais recente filme de Guy Ritchie chegou aos cinemas. E com a chegada de The Gentlemen chegava também a promessa de um Ritchie de volta à sua melhor forma, depois de uma grande quantidade de tropeções e equívocos, dos quais se salientam King Arthur: Legend of the Sword na enésima adaptação da história do lendário rei britânico e também a versão live action de Alladin para a Disney. O elenco era forte e o enquadramento no submundo do crime britânico davam-me a expectativa de voltarmos a ter o Ritchie que desaparecera, em boa parte, vinte anos antes com o lançamento do filme que mais facilmente lhe associamos, Snatch. Mas seriam as expectativas correspondidas na prática? Ainda seria Guy Ritchie capaz de reproduzir o estilo de um filme com perto de duas décadas e fazê-lo funcionar em 2020? Continue reading “The Gentlemen”

Birds of Prey

Quase quatro anos após o lançamento do criticamente mal recebido Suicide Squad, eis que surge uma sequela. Mas a polémica estava à espreita.

Apesar de contar com a personagem mais popular de Suicide Squad (Harley Quinn) como protagonista, Birds of Prey prometia lançar a divisão nos espectadores sob vários aspectos, sendo o mais flagrante o assumido foco num elenco maioritariamente feminino. Que público-alvo pretenderia então atingir Birds of Prey, tendo em conta que boa parte dos leitores (e espectadores) de comics são do sexo masculino? Os trailers não me tinham parecido nada promissores, mas as notas e boas críticas começaram a aparecer, para minha surpresa, despertando um interesse que até então não tinha tido no filme. E foram-se acumulando e acumulando… até que chegou a hora de ver o filme. Continue reading “Birds of Prey”

1917

1917 é o mais recente filme de Sam Mendes e considerado um dos mais fortes candidatos ao triunfo nos Oscars dentro de menos de um mês. Baseado em histórias contadas pelo avô de Mendes, que foi um mensageiro do exército britânico na Primeira Grande Guerra, 1917 prometia muito, em especial com o genial Roger Deakins como responsável pela fotografia do filme. E os prémios que foi acumulando, bem como os elogios generalizados da crítica faziam abrir o apetite. Foi com alguma antecipação que fui ao cinema ver 1917, portanto. Seria correspondida ou sairia desiludido? Continue reading “1917”

Marriage Story

Que ano para a Netflix, que apresenta três fortes candidatos a melhor filme do ano, com The Irishman, The Two Popes e com este Marriage Story, já depois de um excelente 2018 com Roma. O poder da plataforma digital aumenta a cada ano que passa, arrastando para debaixo da sua asa nomes cada vez maiores, tanto a nível de direcção como de actores. Mas será que depois de uma derrota algo inesperada nos Oscars para Roma, é este ano que temos vencedor para a Netflix, mostrando que o cinema tradicional está, a pouco e pouco, a perder terreno para as novas tecnologias? Do leque de três filmes que já reinam sobre as nomeações aos Globos de Ouro, Marriage Story parece ser o menino mais bonito para a crítica, com superlativos elogios aos actores, argumento e direcção. Estaria eu de acordo com a maioria das opiniões ou seria Marriage Story apenas um filme mais louvado do que merece e sem nada de novo a acrescentar? Continue reading “Marriage Story”

Star Wars: The Rise of Skywalker

Se bem se recordam, fui das poucas pessoas que gostou de The Last Jedi em 2017. Mas nunca duvidei por um momento que as razões pelas quais muitos odeiam o filme (e eu apreciei), nomeadamente as múltiplas e controversas alterações que certas personagens sofrem, bem como o facto de algumas das escolhas tomadas por Rian Johnson serem extremamente drásticas e irreversíveis. Já nessa altura se antevia que J. J. Abrams teria uma tarefa hercúlea pela frente de modo a fazer um filme que ainda fizesse sentido depois de The Last Jedi… e este era o problema primário… O problema secundário, mas não menos importante, foi o modo como a maior parte dos fãs de Star Wars quase renegaram o filme de Rian Johnson, colocando a Disney, na figura da controversa Kathleen Kennedy e também Abrams, entre a espada e a parede. Como fazer um filme simultaneamente com lógica, mas seguro, sem poder apagar o desvio de rota que Johnson tinha efectuado em The Last Jedi? Como fechar uma trilogia com sucesso? Seria o nono filme da saga Skywalker um presente envenenado? Continue reading “Star Wars: The Rise of Skywalker”

The Irishman

Treze anos após The Departed, aquele que é considerado por muitos como um dos maiores génios da história do cinema norte-americano moderno está de regresso aos filmes sobre o submundo mafioso. O novo de filme de Martin Scorsese, The Irishman, é um antigo projecto que foi adiado incontáveis vezes, até que finalmente Scorsese decidiu que tinha ao seu dispor a tecnologia necessária para usar sempre os mesmos actores, sem nunca precisar de colocar um actor mais jovem a interpretar o papel. E que melhor elenco poderia ter Scorsese. Ao inevitável Robert De Niro no papel de protagonista, juntavam-se Al Pacino (incrivelmente a ser dirigido pela primeira vez por Scorsese, quase aos 80 anos) e um velho conhecido de clássicos como Goodfellas e Casino, o inconfundível Joe Pesci, que voltou ao activo após longo interregno para não perder a chance de trabalhar novamente com Scorsese. Continue reading “The Irishman”