El Camino: A Breaking Bad Movie

Uma das melhores séries de sempre teve o seu final há seis anos. No dia 29 de Setembro de 2013, Breaking Bad chegava ao seu termo. Seguiu-se a igualmente excelente prequela Better Call Saul, cuja quinta temporada estreia em 2020. Mas Vince Gilligan, o criador de ambas as séries, sentia que faltava algo, um epílogo para Breaking Bad e, em especial, para o personagem Jesse Pinkman. E depois de passar anos a matutar nessa ideia e de muitos rumores ao longo desse tempo, eis que El Camino vê a luz do dia. Mas como seria o regresso de Pinkman após tanto tempo longe dos olhares do público? Seria um filme de puro fan service ou um filme capaz de se aguentar por si só, um pouco à imagem de Better Call Saul o é, mas com o benefício de ser uma série com mais tempo para desenvolver as suas ideias? Continue reading “El Camino: A Breaking Bad Movie”

Joker

Quando anunciaram um novo Joker, o meu primeiro pensamento foi um óbvio “MAIS UM?”. Pior ainda, estaria nas mãos de Todd Phillips… Sim, o realizador da trilogia The Hangover, entre muitas outras comédias. Uma nota positiva, no entanto, era a notícia de que seria o talentoso Joaquin Phoenix a interpretar o antagonista de Batman. Apesar deste pró e deste contra, a versão de Joaquin Phoenix seria a terceira a ser oferecida pela DC e Warner Bros. em pouco mais de uma década, mas superaria a aclamada versão de Heath Ledger que lhe granjearia um Oscar póstumo? Continue reading “Joker”

Midsommar

Num regresso bastante rápido após o sucesso surpresa que teve em 2018 com Hereditary, o promissor Ari Aster regressa com Midsommar. Estaria a sua segunda longa-metragem à altura da primeira, que eu apreciei bastante, ou seria um passo em falso para Aster? Os trailers transmitiam um misto de estranheza e beleza, mas nada de alarmantemente assustador… Assim foi com curiosidade (e expectativa), que me dirigi ao cinema mais próximo para ver um filme que já aguardava para ver há uns meses (enorme desfasamento em relação aos cinemas norte-americanos). Continue reading “Midsommar”

Ad Astra

Tem-se tornado nos últimos anos uma tradição de Hollywood lançar um filme na segunda metade do ano de ficção científica (ou no caso de First Man, um filme que passa boa parte do tempo no espaço) com um orçamento razoável, tendo também em comum na sua maioria orçamentos impressionantes e até candidaturas a prémios. Ad Astra é o filme de 2019 que preenche esse nicho. James Gray, o realizador que deu o salto para a fama com Little Odessa em 1994 e que mais recentemente lançou o biopic The Lost City of Z, tinha nas suas mãos o enorme projecto, o seu primeiro de ficção científica, tendo escolhido como protagonista um nome sonante, Brad Pitt. Os trailers tinham impressionado visualmente, mas ainda mais impressionantes foram os elogios da crítica, por exemplo no festival de Cannes. Foi por isso, e não só, que eu próprio cumpri a minha tradição anual de ver estes filmes no tamanho que merecem, um cinema IMAX. Mas saí da sala de acordo com a crítica? Continue reading “Ad Astra”

It Chapter Two

Aproximadamente dois anos após o bem sucedido lançamento de It para as salas de cinema, eis que o segundo e derradeiro capítulo do épico de terror de Stephen King encontra a luz do dia. Uma vez mais com Andy Muschietti ao leme, It mantinha o elenco juvenil e acrescentava nomes famosos ao elenco adulto (Jessica Chastain, James McAvoy, Bill Hader), aumentando também em muito a escala da história ao ter uma duração de praticamente três horas, algo muito invulgar em filmes de terror, mas que se coadunava ao enorme livro de King. O primeiro capítulo tinha apresentado divergências consideráveis em relação ao material de base… que versão da história teríamos agora? O sucesso seria o mesmo? Continue reading “It Chapter Two”

The Handmaid’s Tale – Season Three

Caso se recordem de como acabei a review para a segunda temporada de The Handmaid’s Tale tinha ficado intrigado acerca do modo como iria a equipa de argumentistas descalçar a bota da situação criada no último episódio. Seria plausível a sequência da história de June e a sua luta para reunir a sua família, enquanto escapa às garras de Gilead? Ou começariam finalmente os argumentos a cair de qualidade e a suspensão de descrença passaria a entrar em acção numa das melhores séries dos últimos anos? Continue reading “The Handmaid’s Tale – Season Three”

Once Upon a Time in Hollywood

9 de Agosto de 1969. Pouco depois da meia-noite, Sharon Tate, actriz em ascensão e esposa do notório realizador Roman Polanski, é assassinada por membros da Manson Family na sua casa em Los Angeles junto com mais quatro pessoas, num dos crimes mais marcantes dos anos 60, que tornaria Charles Manson um dos criminosos mais famosos do século passado.

Precisamente cinquenta anos após os trágicos acontecimentos no número 10050 de Cielo Drive, eis que o igualmente notório Quentin Tarantino resolve usar o crime de 1969 como pano de fundo para o seu mais recente filme, o nono da carreira, Once Upon a Time in Hollywood. Continue reading “Once Upon a Time in Hollywood”

Spider-Man: Far From Home

Na sequência dos acontecimentos marcantes de Avengers: Endgame, o filme mais lucrativo da história, era preciso fechar com chave de ouro a terceira fase do Marvel Cinematic Universe. E quem mais poderia ter as honras desse epílogo que não o herói mais rentável e popular da Marvel, Spider-Man? Homecoming tinha sido extremamente bem recebido em 2017 e tinha no The Vulture de Michael Keaton um dos melhores vilões de todo o universo cinemático da Marvel… estaria a sua sequela, intitulada Far From Home, à altura? Continue reading “Spider-Man: Far From Home”

X-Men: Dark Phoenix

Chegou o fim de uma era, depois de Dark Phoenix os direitos sobre a propriedade dos X-Men regressam à casa-mãe, os Marvel Studios (e a Disney). Mas como seria a despedida? X-Men: Apocalypse já tinha sido um filme notoriamente abaixo dos dois primeiros do soft reboot que a série teve na Fox, iniciado com X-Men: First Class. Bryan Singer também deixava a cadeira de realizador e Dark Phoenix ficaria nas mãos do estreante Simon Kinberg, mais conhecido por ser o argumentista dos filmes de Singer (e do pavoroso X-Men: The Last Stand). Para além disso, o filme chegava aos cinemas quase dois anos após ter sido oficialmente filmado e de sucessivos adiamentos no seu lançamento, incluindo a filmagem de novas cenas, o que não augurava nada de bom… Os trailers também tinham sido muito mornos e a maldição ligada à personagem que dá o título ao filme (e que já havia sido o foco do mencionado The Last Stand) parecia que iria continuar. Continue reading “X-Men: Dark Phoenix”

Stranger Things – Season 3

Em 2016, a Netflix descobriu que tinha ouro nas suas mãos quando lançou Stranger Things, uma série que capitalizava as suas forças numa estética fiel aos anos 80 (algo muito em voga na altura em que se comemoram quase trinta anos sobre o fim dessa década formativa na infância e adolescência de muitos, eu incluído) e num enredo em tudo similar a obras de autores como as de Stephen King, Steven Spielberg e John Carpenter. Mas o maior segredo revelado com Stranger Things foi a performance que lançou a jovem (tinha apenas 11 anos quando a série foi rodada) Millie Bobby Brown para o estrelato (ou assim se espera) e ressuscitou a carreira de Winona Ryder, para além da revelação tardia do talento de David Harbour, isto aliado a um elenco juvenil talentoso e um suspense muito bem gerido ao longo da temporada, que se devorou rapidamente. Seguiu-se uma temporada claramente mais fraca e os criadores queixaram-se de ter feito tudo em cima do joelho. Continue reading “Stranger Things – Season 3”