Kingsglaive: Final Fantasy XV

Na modesta filmografia da Square, Kingsglaive, o prelúdio cinematográfico do décimo quinto episódio da mais famosa série de JRPGs (exceptuando offshoots e misturas de numerais romanos com cardinais), coloca-se numa posição relativamente central entre o desapontante Final Fantasy: The Spirits Within e as quase duas horas de fan service fantástico de Final Fantasy VII: Advent Children. O filme apresenta a grande história de Final Fantasy XV através do prisma menor do soldado de elite Nyx Ulric, que se vê colocado entre a protecção de uma rapariga e a luta insuperável contra membros do exército do qual fez parte. Não, nem mesmo se o nome do meio de Nyx fosse Zack a inspiração de Kingsglaive podia ser mais óbvia. Mas verdade seja dita que, de todas as lendas de Final Fantasy que a Square podia reciclar, Crisis Core foi a melhor que podia escolher.

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Furi

No final dos créditos de Furi, o oásis viçoso e resplandecente no meio do deserto de lançamentos que é o mês de Julho, os seus criadores fazem um agradecimento especial a uma série de deuses do jogo de acção japonês: Hideo Kojima, Hideki Kamiya, Shinji Mikami, Hidetaka Miyazaki e à PlatinumGames em geral. Pode-se dizer que as inspirações estão à vista, é verdade. Mas o que é ainda mais notório, aquilo que coloca os The Game Bakers tão perto dos seus heróis nipónicos não é um mero estilo ou mecânica de jogo. É a atitude – a confiança com introduzem um mundo e um protagonista totalmente estranhos sem ter de explicar nada a ninguém. As respostas ou explicações, se existirem, só serão encontradas no final da viagem. E. Que. Viagem.

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Street Fighter V: A Shadow Falls (DLC)

Bem-vindos ao ano de nosso Senhor de 2016, o ano no qual o modo história de um jogo é disponibilizado como um conteúdo extra para download de 8 gigas cinco meses depois dele sair. Um download ao menos gratuito. Street Fighter V teve uma das piores recepções do ano em termos de vendas devido à insuficiência de conteúdo com a qual a Capcom aceitou que este chegasse às prateleiras. Desde aí, têm sido problemas atrás de problemas: servidores sempre a cair, personagens extra atrasadas e a loja in-game tardou meses a chegar. Agora que temos finalmente em disco o modo favorito dos casuals e a distracção que os hardcore apreciam, valeu a pena a espera? Sim, mas com ressalvas significativas.

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A Embaraçante Insegurança Nerd Face Aos Críticos

Bem-vindos à Era do Nerd. Aquele que antes era um pária social, tornou-se repentinamente o convidado mais desejado da festa. O nerd ficou bilionário a criar jogos indie ou simplesmente milionário a jogá-los no youtube. Definiu uma trend musical instantaneamente comercial. Tornou-se numa personalidade famosa apreciada por um público de qualquer demográfico. Mesmo quando não é rico nem reconhecido na rua, o nerd tem o mundo aos seus pés: é o seu género favorito de filme que domina as salas de cinema e o box office mundial; tem uma variedade impossível de acompanhar de videojogos para escolher dentro de todos os géneros, os quais oferecem open betas gratuitas para satisfazer todos os seus desejos e necessidades antes do jogo chegar à sua sala; a continuidade de BDs é alterada com as personagens do grande ecrã para que possa começar a lê-las sem se perder. Com tantas pessoas e tantos nichos a servi-lo, há uma questão que não deixa de ser estranha: porque é que o nerd nunca se sente satisfeito com apreciação que terceiros fazem daquilo que consome?

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Dark Souls III: Prepare to Try

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Morrer, rolar, ganhar… A vida é simples em Dark Souls e é um prazer dizer que Dark Souls III resgata a série depois da desilusão que foi DSII. Tirando um problema ou outro de frame rate e detecção de colisão que faz o braço de um boss apanhar-te mesmo que te encontres a um metro dele, o mundo, a jogabilidade e o extremamente aperfeiçoada multiplayer continuam viciantes o suficiente para levar à múltipla repetição da aventura (vou na minha terceira personagem – a bem ou a mal aquele Platinum vai ser meu).

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