Mission: Impossible – Fallout

É frequente ao falar de cinema referir a lei dos rendimentos decrescentes, no fundo conforme o numero de filmes de um franchise sobe, a qualidade e o interesse que temos nele desce. Missão impossível é uma das excepções á regra. Depois de um primeiro filme interessante o meu interesse morreu totalmente, em particular graças ao horrível MI 2. Quando já não dava nada por estes filmes acabei por ser surpreendido pelo quanto gostei do quarto filme “Ghost Protocol” e pelo excelente “Rogue Nation”. Não deixa de ser interessante que cheguemos portanto á altura de sair o sexto filme com a popularidade do franchise no máximo.
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Mute

Depois de uma passagem pelo mundo do blockbusters em “Warcraft”, experiencia que deixou a Duncan Jones um amargo de boca, o realizador inglês regressa aos filmes sci fi de médio orçamento em “Mute”.  Este é um projecto bastante pessoal para Jones sendo uma história que queria filmar antes do filme de estreia “Moon” mas que só agora através do Netflix foi possível realizar. Em “Mute”, Leo (Alexander Skarsgård) é um Amish mudo que trabalha como barman num clube nocturno com ligações á máfia em Berlim algures no futuro. Quando Naadirah (Seyneb Saleh), a companheira de Leo desaparece, ele tem de navegar no submundo berlinense á sua procura. Em paralelo Cactus Bill (Paul Rudd) é um cirurgião ex-militar que está em Berlim de forma ilegal e tenta obter documentação para voltar para os Estados Unidos juntamente com a filha, e cuja história se vai cruzar com a de Leo.

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Melhores filmes de 2017 – Top 10

Depois da lista dos melhores álbuns de 2017, chegou a altura dos melhores filmes. A lista veio um bocado mais tarde porque queria ter oportunidade de ver alguns filmes que ainda não tinha conseguido ver.

Vou deixar aqui a lista do meu top 10 de filmes, com algumas referências honrosas de filmes que estiveram muito perto de estar na lista e que merecem ser referidos.

Queria também focar que muitos filmes da época dos Oscars têm apenas um lançamento limitado nos EUA só estreando na maioria do território americano e no resto do mundo já em Janeiro ou Fevereiro do ano seguinte. Por isso se me orientar pela data oficial de lançamento do filme só poderia incluir esses filmes se fizesse a lista em Março depois de já terem estreado em Portugal, ou simplesmente teria de os ignorar todos os anos.

Em alternativa decidi levar só em conta a data de estreia em território nacional, por isso podem aparecer na lista filmes que oficialmente são de 2016 como por exemplo “Silence”.

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Star Wars Episode VIII : The Last Jedi

Por vezes uma ida ao cinema pode tornar-se numa experiencia que ultrapassa em muito os filmes que vamos ver. É esse o meu caso com os filmes de Star Wars, em que para mim é sempre complicado gerir o que é objectivo e o que é emocional. Este é o caso em que as expectativas que existiam acabam a ter maior influencia que sinto após ver o filme e quando essas expectativas são quebradas, há que limpar os escombros, respirar fundo e absorver o filme que foi feito, e não o que imaginámos. Quando “The Force Awakens” estreou em 2015 as expectativas de ver onde estava Luke Skywalker, conhecer uma nova Ordem Jedi, ou ver a luta da Republica contra o que resta do Império era grande. O que saiu foi algo totalmente diferente que trouxe todas as coisas de volta ao status quo dos filmes originais. Mais uma vez não existem Jedi tirando Luke (que está desaparecido), a Republica deixa de existir, e os “bons” da fita continuam a ser um grupo com poucos recursos contra a gigante máquina do Império (First Order neste caso).   Em “The Last Jedi”, Rian Johnson pega na bola, e em vez de seguir a direito, decide trocar as voltas aos fãs constantemente ao longo das cerca de 2 horas e 30 minutos que dura o filme, sem nunca deixar de existir o sentimento que de facto estamos a ver um filme de Star Wars. Não vou entrar em spoilers, e portanto não vou ser muito específico e vou só referir coisas que já se sabiam antes de o filme sair.

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Thor : Ragnarok

Depois de andar a viajar pela galáxia á procura de “infinity stones”, e de um encontro com Hela (Cate Blanchett) do qual não sai bem, Thor dá por si perdido num planeta desconhecido e obrigado a fazer de gladiador. O deus do trovão vai ter de fazer alianças para fugir a tempo de salvar Asgard, agora sobre o dominio de Hela.

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Victoria & Abdul

Pela ocasião do jubileu da rainha Victoria dois “criados” indianos (Abdul e Mohammed) são levados para Inglaterra exclusivamente para entregar á rainha uma medalha comemorativa. Apesar de ser proibido aos indianos olharem directamente para a rainha, uma troca de olhares entre Abdul e a Rainha Victoria acabará por originar uma amizade inesperada entre ambos. Esta é a premissa de mais um trabalho que une o realizador Stephen Frears á actriz Judi Dench que volta a interpretar a rainha Victoria.

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Blade Runner 2049

Quando “Blade Runner” saiu em 1982 foi um flop. Mal recebido pela crítica, falhado na bilheteira, tinha tudo para ser esquecido mas os anos acabaram por ser gentis para o filme de Ridley Scott que hoje em dia é considerado um clássico da ficção científica. Sendo que é também um dos meus filmes preferidos foi com um certo horror que recebi a notícia de que ia ser feita uma sequela ao fim de tantos anos. Na sua maioria este tipo de sequelas apenas servem para capitalizar na nostalgia de fãs enquanto o estúdio tenta criar o próximo grande franchise capaz de gerar filmes sem nunca acabar. São muito raras as exceções, “Mad Max : Fury Road” foi uma delas, e para minha tranquilidade, “Blade Runner 2049” de Denis Villeneuve é outra.

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Star Wars: Episode II – The Attack of the Clones

Depois de “Episode I, The Phantom Menace”, os meus sonhos de jovem fã de Star Wars foram estilhaçados e lançados aos ventos. Não é portanto de admirar que quando em 2002 George Lucas infligiu ao mundo “Episode II : Attack of the Clones”, o meu entusiasmo fosse quase inexistente. Claro que existe sempre esperança, mas Lucas fez questão de a destruir durante uns penosos 142 minutos e numa das piores experiências cinematográficas que tive.

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