The Handmaid’s Tale – Season Three

Caso se recordem de como acabei a review para a segunda temporada de The Handmaid’s Tale tinha ficado intrigado acerca do modo como iria a equipa de argumentistas descalçar a bota da situação criada no último episódio. Seria plausível a sequência da história de June e a sua luta para reunir a sua família, enquanto escapa às garras de Gilead? Ou começariam finalmente os argumentos a cair de qualidade e a suspensão de descrença passaria a entrar em acção numa das melhores séries dos últimos anos? Continue reading “The Handmaid’s Tale – Season Three”

Once Upon a Time in Hollywood

9 de Agosto de 1969. Pouco depois da meia-noite, Sharon Tate, actriz em ascensão e esposa do notório realizador Roman Polanski, é assassinada por membros da Manson Family na sua casa em Los Angeles junto com mais quatro pessoas, num dos crimes mais marcantes dos anos 60, que tornaria Charles Manson um dos criminosos mais famosos do século passado.

Precisamente cinquenta anos após os trágicos acontecimentos no número 10050 de Cielo Drive, eis que o igualmente notório Quentin Tarantino resolve usar o crime de 1969 como pano de fundo para o seu mais recente filme, o nono da carreira, Once Upon a Time in Hollywood. Continue reading “Once Upon a Time in Hollywood”

Spider-Man: Far From Home

Na sequência dos acontecimentos marcantes de Avengers: Endgame, o filme mais lucrativo da história, era preciso fechar com chave de ouro a terceira fase do Marvel Cinematic Universe. E quem mais poderia ter as honras desse epílogo que não o herói mais rentável e popular da Marvel, Spider-Man? Homecoming tinha sido extremamente bem recebido em 2017 e tinha no The Vulture de Michael Keaton um dos melhores vilões de todo o universo cinemático da Marvel… estaria a sua sequela, intitulada Far From Home, à altura? Continue reading “Spider-Man: Far From Home”

X-Men: Dark Phoenix

Chegou o fim de uma era, depois de Dark Phoenix os direitos sobre a propriedade dos X-Men regressam à casa-mãe, os Marvel Studios (e a Disney). Mas como seria a despedida? X-Men: Apocalypse já tinha sido um filme notoriamente abaixo dos dois primeiros do soft reboot que a série teve na Fox, iniciado com X-Men: First Class. Bryan Singer também deixava a cadeira de realizador e Dark Phoenix ficaria nas mãos do estreante Simon Kinberg, mais conhecido por ser o argumentista dos filmes de Singer (e do pavoroso X-Men: The Last Stand). Para além disso, o filme chegava aos cinemas quase dois anos após ter sido oficialmente filmado e de sucessivos adiamentos no seu lançamento, incluindo a filmagem de novas cenas, o que não augurava nada de bom… Os trailers também tinham sido muito mornos e a maldição ligada à personagem que dá o título ao filme (e que já havia sido o foco do mencionado The Last Stand) parecia que iria continuar. Continue reading “X-Men: Dark Phoenix”

Stranger Things – Season 3

Em 2016, a Netflix descobriu que tinha ouro nas suas mãos quando lançou Stranger Things, uma série que capitalizava as suas forças numa estética fiel aos anos 80 (algo muito em voga na altura em que se comemoram quase trinta anos sobre o fim dessa década formativa na infância e adolescência de muitos, eu incluído) e num enredo em tudo similar a obras de autores como as de Stephen King, Steven Spielberg e John Carpenter. Mas o maior segredo revelado com Stranger Things foi a performance que lançou a jovem (tinha apenas 11 anos quando a série foi rodada) Millie Bobby Brown para o estrelato (ou assim se espera) e ressuscitou a carreira de Winona Ryder, para além da revelação tardia do talento de David Harbour, isto aliado a um elenco juvenil talentoso e um suspense muito bem gerido ao longo da temporada, que se devorou rapidamente. Seguiu-se uma temporada claramente mais fraca e os criadores queixaram-se de ter feito tudo em cima do joelho. Continue reading “Stranger Things – Season 3”

American Gods – Season 2

(A review que se segue tem ligeiros spoilers para a primeira temporada da série)

Dois anos após a bem recebida primeira temporada, eis que temos o regresso de American Gods. Mas o interregno de dois anos entre as temporadas foi pautado por uma tempestade nos bastidores da série, com desentendimentos entre os criadores da série (Bryan Fuller e Michael Greene) e os produtores da mesma, que fizeram cortes importantes a nível de orçamento, obrigando Fuller e Greene a baterem com a porta, levando consigo uma das melhores protagonistas, Gillian Anderson. Com uma equipa reunida quase de emergência, composta pelo autor do livro em que a série se baseia (Neil Gaiman) e dois dos produtores (Chris Byrne e Lisa Kussner), a série seguiu em frente, aos soluços. Seriam notórios os problemas de bastidores, numa série da qual adorei a primeira temporada, apesar de ligeiras imperfeições e baseada num dos melhores livros de Gaiman, ou seria mantido o nível, independentemente do drama externo à série? Continue reading “American Gods – Season 2”

Godzilla: King of the Monsters

Sucedendo a Godzilla de 2014 e King Kong: Skull Island de 2017, Godzilla: King of the Monsters é o terceiro filme do MonsterVerse da Warner Bros. e Legendary Pictures. Com génese no Japão após a 2ª guerra mundial e as bombas nucleares que devastaram Hiroshima e Nagasaki, o universo de Godzilla sempre criou fascínio em mim, mas o filme que primeiro tentou conquistar os países ocidentais nos anos 90 foi um fracasso completo que deturpou a origem da criatura. Continue reading “Godzilla: King of the Monsters”