Tenet

Foi com grande alegria que voltei aos cinemas (e ao formato IMAX), quebrando assim um interregno de mais de cinco meses privado de algo que tanto gosto, ver um filme numa sala de cinema. E que melhor proposta para esse regresso poderia existir do que o mais recente filme de um dos meus realizadores favoritos, Christopher Nolan.

Tenet prometia salvar a indústria do cinema, em crise devido à pandemia e praticamente limitada aos formatos digitais, mas seria o seu misto de James Bond com Memento, misturando alguma da magia visual de Inception, bem sucedido? Ou teríamos um retrocesso para Nolan depois do excelente (mas algo divisivo entre os fãs do realizador, pela temática e abordagem atípicas) Dunkirk?

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Fear the Walking Dead – Season 5

(Esta review contém alguns spoilers ligeiros para quem não viu as temporadas anteriores, tanto de Fear the Walking Dead como de The Walking Dead)

O entusiasmo, ou falta dele, que a quarta temporada de Fear the Walking Dead (em especial a desastrosa segunda metade) tinham deixado em mim traduziram-se em demorar quase um ano a ver e finalmente avaliar a quinta temporada da série. Mas não foi o único motivo, uma vez que comecei a ver a série precisamente há 14 meses… e como podem depreender, tive problemas com a temporada em si que fizeram com que o visionamento da mesma só tivesse terminado há poucos dias atrás. Mas já vamos aprofundar alguns dos aspectos que falharam, uma vez mais, na mais recente temporada do spin-off de The Walking Dead. Continue reading “Fear the Walking Dead – Season 5”

Source Code (2011)

Aquando da minha review a Moon, já tinha mencionado o segundo filme da carreira de Duncan Jones, Source Code. Tendo revisto o filme recentemente, resolvi também aqui dar a minha opinião acerca de Source Code.

Depois de uma estreia brilhante e auspiciosa com Moon, eram enormes as expectativas geradas para ver se Jones confirmaria no seu segundo projecto todo o talento que Moon parecia augurar. Seria Source Code a afirmação de Jones ou uma desilusão? Continue reading “Source Code (2011)”

The Old Guard

Baseado na graphic novel homónima de Greg Rucka e com argumento do mesmo, The Old Guard tem sido o filme mais falado de Julho, beneficiando de dois factores, a falta de diversidade e de oferta nos cinemas devido à pandemia que afecta presentemente o mundo, sendo que nos Estados Unidos da América os cinemas ainda continuam fechados, e também da notoriedade cada vez maior da Netflix, que distribui o filme a nível global. Assim e graças à presente conjuntura, um filme que dificilmente seria notado em época normal passa a andar nas bocas do mundo. E a verdade é que, regra geral, tanto críticos como público pareciam gostar dos atributos de The Old Guard. Quanto a mim, o trailer parecia-me mostrar um filme de acção normalíssimo, algures na fronteira entre um Blade, um John Wick e um Atomic Blonde, mas sem muitas opções e com algum tempo livre, resolvi dar uma chance a The Old Guard. Continue reading “The Old Guard”

Relic

Elogiado pela maioria da crítica, mas a criar divisões entre os espectadores, Relic, uma produção australiana que marca a estreia da realizadora Natalie Erika James, tem sido um dos filmes mais falados neste último mês. Um filme de terror que prometia ter elementos em comum com dois dos filmes que mais marcaram o género na última década, The Babadook e Hereditary, Relic parecia ter rumo seguro em direcção ao sucesso, mas seriam as expectativas elevadas criadas em torno do filme prejudiciais à apreciação do espectador? Estaria Relic à altura do duo de clássicos do terror modernos aos quais é comparado? Continue reading “Relic”

Mr. Nobody (2009)

Continuam as salas de cinema fechadas, continuam também as minhas retro reviews e hoje trago-vos Mr. Nobody.

Saído em 2009, Mr. Nobody prometia muito e abordava temas muito do meu agrado, dentro do vasto campo da ficção científica. Desde o sentido da vida à teoria do caos, passando pela natureza do espaço, do tempo e do universo, incluindo um multiverso de realidades paralelas, Mr. Nobody continha todos os ingredientes para ser um bom filme de ficção científica. Para além disso, havia uma curiosa peculiaridade, o filme tinha um realizador belga (Jaco Van Dormael) e era uma co-produção de quatro países, e à já referida Bélgica, uniam-se Canadá, Alemanha e França, a que se somava um elenco internacional liderado por nomes como Jared Leto e Diane Kruger. Mas na prática, seria Mr. Nobody um bom filme ou apenas um desfile de conceitos? Continue reading “Mr. Nobody (2009)”

Snowpiercer (2013)

2020 é ano que viu cinemas encerrarem por causa da pandemia de coronavírus, mas também é o ano que consagrou o sul-coreano Bong Joon-ho e o seu Parasite nos Oscars, para surpresa de muitos. Aliando o reconhecimento da Academia à presente impossibilidade de me deslocar às salas de cinema, resolvi dar a minha opinião acerca de Snowpiercer, a primeira verdadeira incursão de Bong pelo cinema mais internacional e que lhe começou a dar maior notoriedade no Ocidente, e um filme de culto por seu próprio direito, tendo sido este ano lançada uma série baseada no filme. É ainda o regresso da minha parte a uma rubrica deste blog após um interregno de dois anos e meio, as retro reviews. Continue reading “Snowpiercer (2013)”

Westworld – Season 3

(Esta review contém alguns spoilers ligeiros para quem não viu as temporadas anteriores)

Westworld, uma das séries com maior potencial para preencher o nicho deixado por Game of Thrones na HBO está de volta com a sua terceira temporada. Mas como é que Westworld continuaria Continue reading “Westworld – Season 3”

Devs

Alex Garland, o realizador e argumentista de dois dos mais interessantes filmes de ficção científica dos últimos anos (Ex Machina e Annihilation) está de regresso. Mas desta vez, Garland não nos traz um filme, mas sim uma série, ou se quisermos ser mais precisos, uma minissérie. Continue reading “Devs”

Better Call Saul – Season 5

(Esta review contém ligeiros spoilers para as temporadas anteriores de Better Call Saul e também para Breaking Bad. Serão usados o mínimo possível e com o objectivo de contextualizar a review, especialmente em termos cronológicos e das personagens que são comuns a ambas as séries, ou exclusivas de Better Call Saul)

Temporada após temporada, Breaking Bad foi, ao contrário da esmagadora maioria das séries, ganhando cada vez mais força até à apoteótica temporada final, a quinta.

No preciso momento em que Better Call Saul completa o mesmo número de temporadas da série-mãe, cinco, seria que Vince Gilligan iria manter a sua capacidade para aumentar a intensidade e qualidade ao longo das séries que dirige Continue reading “Better Call Saul – Season 5”