Overlord

Com produção do ubíquo J. J. Abrams e realização do quase estreante Julius Avery, Overlord prometia uma atmosfera de filme série B, mas com um orçamento bem acima do típico para esse subgénero de filmes. Depois de uns trailers que não me impressionaram, foi com alguma surpresa que vi que a recepção ao filme estava a ser, no geral, positiva. Indeciso entre ver Overlord ou The Girl in the Spider’s Web resolvi dar uma chance ao que tinha tido melhores reviews. Valeu a pena a minha opção? Continue reading “Overlord”

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Sharp Objects

Doze anos após a sua publicação eis que Sharp Objects, romance de estreia de Gillian Flynn, é adaptado à televisão. A autora que ganhou notoriedade com o seu terceiro livro, Gone Girl (e com a adaptação ao cinema do mesmo), aliava-se ao canadiano Jean-Marc Vallée e a Marti Noxon (criadora da série), bem como à produtora Blumhouse para verter as mais de duzentas páginas da sua obra nos oito episódios da série. Eu, como fã assumido de Flynn e das suas personagens deliciosamente retorcidas, não poderia deixar escapar esta série, que ainda por cima estaria nas mãos competentes de Vallée (Big Little Lies) como realizador de todos os episódios, alguns dos quais teriam argumento da própria Flynn. O material original tinha o potencial para enorme controvérsia, teria a série a valentia necessária para passar isso ao pequeno ecrã? Continue reading “Sharp Objects”

Halloween

Quatro décadas após o original, eis que temos nas salas de cinema a décima primeira sequela de Halloween… mas desta vez os produtores resolveram fazer algo diferente, depois de os direitos sobre a franchise terem voltado à Miramax que se associou à produtora Blumhouse (dona das franchises Insidious, The Purge e Paranormal Activity, entre outras, mas também de filmes como Get Out ou Whiplash). Com o aval de John Carpenter, a ideia do comediante Danny McBride e de Jeff Fradley passava por fazer uma nova continuidade a partir do filme original, apagando todas as nove sequelas precedentes da mesma. O filme seria intitulado, com muito pouca imaginação, Halloween, exactamente como o original. Jamie Lee Curtis regressava para o seu papel mais icónico como Laurie Strode e a banda sonora seria do próprio Carpenter (com o auxílio do seu filho Cody e de Daniel Davies). A realização estaria a cargo de outra pessoa mais habituada a comédias, David Gordon Green. A promessa era voltar mais ao espírito quase voyeurístico do original, em que o antagonista Michael Myers se desloca através das sombras, sem nunca abusar da violência explícita, algo descurado na maioria das sequelas. Mas seria atingido o objectivo? Continue reading “Halloween”

First Man

Após o sucesso que obteve com Whiplash e La La Land, o talento precoce Damien Chazelle traz-nos First Man, um biopic sobre Neil Armstrong durante os anos 60, em que foi um dos pioneiros da era espacial e o primeiro homem a colocar um pé na Lua. À partida parecia um filme completamente distinto dos seus antecessores em que a música era uma parte essencial do enredo e as personagens eram fictícias, juntando-se a isto o facto de ser o primeiro filme em que Chazelle não tinha tido o seu dedo no argumento. Inseparavelmente a seu lado, continuaria o fiel escudeiro Justin Hurwitz, do qual se esperava mais uma excelente banda sonora. Os trailers tinham bom aspecto e deixavam água na boca de qualquer apaixonado pela exploração do espaço e astronomia como eu. Mas será que o filme funcionaria para além da vertente espectáculo da ida à Lua? Conseguiriam os personagens estar à altura, sendo pessoas reais? Continue reading “First Man”

Venom

Um dos mais icónicos adversários de Spider-Man nos comics tem honras de filme a solo. Com as suas origens na década de 80, Venom é um vilão fora do comum. Um simbionte alienígena que serviu de fato para o lançador de teias, mas que mais tarde é rejeitado por Peter Parker, acabando por se unir, numa cena icónica que decorre numa igreja, ao jornalista Eddie Brock, rival de Parker. Com o ódio partilhado pelos dois em relação a Peter Parker, Venom foi uma das criações com mais impacto da história dos vilões de Spider-Man. Genuinamente intimidante na sua versão grotesca do nosso herói, complementada com uma enorme boca cheia de dentes pontiagudos e fisicamente imponente, Venom passou rapidamente a ser um dos vilões favoritos dos leitores dos comics de Spider-Man. Não se estranhou assim que tivesse tido a sua primeira aparição nos cinemas em Spider-Man 3… O problema foi ter sido feito do modo errado, no filme errado, com o actor errado e o aspecto errado, deixando um sabor muito amargo na boca dos fãs do simbionte. Continue reading “Venom”

Better Call Saul – Season 4

(Esta review contém ligeiros spoilers para as temporadas anteriores de Better Call Saul e também para Breaking Bad. Serão usados o mínimo possível e com o objectivo de contextualizar a review, especialmente em termos cronológicos e das personagens que são comuns a ambas as séries, ou exclusivas de Better Call Saul)

Chegou ao fim a quarta temporada de Better Call Saul, a aclamada prequela de Breaking Bad. E, mais uma vez, Vince Gilligan e companhia não deixam os seus créditos por mãos alheias, mantendo Better Call Saul na senda de elogios e prémios. Continue reading “Better Call Saul – Season 4”